O amor da minha vida!!!

Muita coisa tem acontecido na minha vida, alíás, muitas já aconteceram, nunca tive uma vida ligth ou monótona nem mesmo fácil. Sempre fui intensa, desde menina, me lembro de ser uma menininha muito bonitinha de pretos cabelos lisos cortados em estilo Chanel.

Adorava brincar de bonecas, mas sempre em situações extremas. Na casa de meus avós maternos havia um tapete na varanda e eu levava minhas bonecas para lá e imaginava que ali era um navio e uma grande tempestade nos surpreendia, assim, como mãe zelosa, protegia minha prole, racionava os mantimentos, organizava o convés, cuidava dos feridos…Outras vezes subia na laje da mesma casa , dos mesmos avós e ali a aventura era de uma guerra, uma invasão, uma peste, mas, eu sempre sabia o que fazer, como cuidar do todos, como fazer a dor passar e acima de tudo como estar sempre alerta.

Eterna bandeirante! Minha terapeuta me falou isso inúmeras vezes!Adorável criatura! Sempre alerta, sempre com a guarda levantada, sempre em posição de defesa, ou será ataque? Será mesmo o ataque a melhor defesa? Ou algumas vezes se fazer de morto é mais inteligente e até mesmo mais eficiente? Afinal, quem pode com cachorro louco? Só saque a arma para matar… Só quando é matar ou morrer! Das outras vezes desvie, negocie se faça de morto, afie a faca e planeje cautelosamente o próximo passo… Mas, eu ainda não sabia nada disso então passei anos da minha vida, Sempre Alerta!!

O tempo passou, as brincadeiras mudaram, os riscos aumentaram, mas eu estava sempre alerta, com certeza isso me salvou inúmeras vezes.

Alerta, sempre fui muito cuidadosa, medida importante para quem é impetuosa, curiosa, vanguarda pura quase enlouquecida pelo sabor da vida… Então, sempre alerta!

Lanterna na mão iluminava meu caminho e de todos os demais que se aproximavam e os que não se aproximavam, mas sabia que estavam perdidos, eu atraia para minha rede de segurança… E assim, passei minha juventude de lanterna na mão, sempre alerta!

Mas, fui uma criança feliz, minhas brincadeiras de infância me preparam para o que viria pela frente… Muitas tempestades e guerras povoaram minha vida real.

Fui uma jovem, muito jovem, daquelas que deixam as mães de cabelos em pé, notem que sou de uma geração que abriu várias portas. Na verdade as portas que hoje meus filhos atravessam sem medo e vergonha foram abertas por algumas pessoas da minha geração e isso é claro tem seu preço…

Mas enfim, preço acertado vivi o que precisa viver aos 20 anos, conheci corpos jovens, bebi com os amigos, fiz festas em sítios, fiz muito trabalho de faculdade “na casa de Mariazinha”, corri alguns riscos é certo… Meu anjo da guarda forte e algumas vezes exausto me salvou mais de uma centena de vezes.

Mas enfim, fiz o que minha geração fazia naquele momento, ou o que algumas destemidas pessoas da minha geração faziam naquele momento.  Abríamos as portas, quebrávamos as barreiras, enfrentávamos a hipocrisia, riamos dos mentirosos e resistíamos à ditadura, tanto a militar como a de costumes.

E assim, no meio de tudo isso, encontrei a pessoa que acreditei ser o “amor da minha vida” e me casei, tive três filhos maravilhosos e segui pela vida.

Muitas coisas aconteceram, muitos desafios, muitas tempestades, guerras, problemas e perdas, algumas foram perdas muito cruéis… Mas, mais uma vez estava eu vivendo o momento que a vida me impunha, com a dignidade e maturidade que acreditava ser necessária.

Sempre alerta! Lanterna na mão! Faça o que tiver que ser feito era meu lema…  É verdade, que caí muitas vezes, me deprimi umas tantas, me enchi de esperança outras mais e me decepcionei, mas nunca deixei de lutar!

Lutei como só os arrogantes são capazes, enfrentei os problemas com a destemida prepotência única aos que se julgam os engenheiros de Deus.

Engenheiros de Deus, seres míticos capazes de consertar tudo, de torneiras pingando ao vício em crack, passando pelo problema mais comum; a cegueira emocional… E lá fui eu, de lanterna na mão. Sempre alerta. Eu e meu cinto de mil e uma utilidades…

E então o tempo foi passando, não deixei de lutar uma luta, mas deixei várias vezes de ver o por do sol, e não há nada que me emocione mais que o sol se pondo… Até ele, o rei, que tem um sistema todo com seu nome, dorme e descansa tranqüilo enquanto sua parceira a doce e sedutora lua brilha vestida de prata ! Hoje eu sei por que adoro a lua! Adoro essa coisa languida e doce que ela representa…

Enfim, com o passar dos anos, a vida enfim se impôs a mim mesma, consegui parar, olhar em volta, perceber meu corpo, sentir meu espírito, reconhecer meu cheiro. Foi então que um desejo louco de revisitar histórias passadas inundou minha alma. Intensa como sou, a história que me ocorreu foi uma das mais fortes para mim. E ao visitar este lugar deixei livre um grande vulcão. Como uma caixa de Pandora, que se abre sem aviso prévio, não tive nenhuma defesa e me entreguei a mais louca das aventuras…uma viagem pela minha própria e única história.

É claro, que impiedosa como sou, fiz perguntas que não se fazem, ouvi respostas que não queria algumas que nem concordo, mas que me fizeram mergulhar nas profundezas de meu ser. E fiz as mais loucas, cruéis e amorosas descobertas.

Descobri que o amor da minha vida, era apenas um amor, um amor forte o suficiente para gerar nossos filhos extremamente amados, mas era apenas um amor forte e verdadeiro, mas não era o amor da minha vida!

Descobri que dei a estes filhos amados o direito de tomar todo o espaço que queriam em minha vida. Adoro dividir a vida com eles, aliás, não existe ninguém que eu goste mais de compartilhar a existência. Mas, também adoro a solidão, o sucesso e os amigos da minha idade.

Descobri que ao tentar consertar tudo que estava errado, esqueci de dar manutenção a mim mesma e assim adoeci severamente de corpo e alma.

Descobri que por medo de não querer voltar deixei de ir a lugares desejados. Tolo engano! Sei muito bem onde quero estar, e sei também que é no movimento de ir e vir que sempre estaremos com quem amamos. Descobri quem decide o roteiro da minha vida sou eu.

E fiz então a mais importante descoberta.  Descobri o grande amor da minha vida!

Eu! Eu sou o grande amor da minha vida!

Descobri que amo muito algumas poucas pessoas, mas não amo ninguém como a mim mesma!

E isso, faz toda a diferença! Deixei tantas coisas paradas no tempo, deixei tantos amigos sem ver revisitados, deixei tantas viagens sem ser feitas, tantos caminhos pela metade…

Descobri que sou uma ótima pessoa, mas que teria sido ainda melhor se não tivesse amado o próximo mais que a mim mesma.

“Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo”. Esta é a mais importante lição da religião cristã da qual faço parte. Não vi em nenhum lugar “Amar ao próximo mais que a ti mesmo”. E acredito que Deus vive dentro de nós…

Hoje, posso tranquila e serena sair por aí… parar onde quiser…voltar para o início…revisitar  boas histórias, passar horas jogando conversa fora numa mesa de bar na calçada…pois assim, me respeitando, realizando meus desejos e seguindo meu caminho, serei mais feliz e assim sendo serei um ser humano ainda melhor….para mim mesma e para os que compartilho a existência.

Dedico este post à Adriana Campos Cerqueira Leite e ela sabe o por que…

Cristina Morais

A besta fera!

Esses dias passei por uma situação sinistra. Destas que nos lembram o quanto somos imperfeitos.

Tive um triste desentendimento, com uma pessoa muito querida. Hoje fico pensando como duas pessoas que se amam e se comprometeram para esta existência, puderam se machucar e se desrespeitar desta maneira.

Nestes momentos, eu, que sou espírita, me volto para a doutrina e para o autoconhecimento, para tentar entender o que foi que aconteceu naquele dia. A explicação que me ocorre, é que deixamos a besta que mora dentro de cada um de nós sair pela escotilha do cansaço e da raiva e foram elas, as duas bestas feras que travaram aquela briga.

Talvez em alguns momentos de nossa existência, estejamos tão cansados que descuidamos da porta que guarda nossa besta interior, ou seja, relaxamos no cuidado intenso que devemos ter com nosso comportamento moral.

Quem é espírita sabe que a terra é um planeta de prova e expiação, que não estamos aqui de férias. Que a grande razão de nossa existência é evoluirmos como ser humano.

Então, após a luta das bestas, lambi minhas feridas, avaliei os danos causados e após perceber o infame empate de injúrias, fiz o que a doutrina ensina. Refleti! Tentei compreender por que não consegui frear os baixos impulsos, como poderia ter evitado tão desastroso acontecimento. E depois, pedi perdão!

E torci fortemente para ser perdoada e para ter forças de perdoar. E mais uma vez pedi perdão! Feras recolhidas, sincero perdão pedido, aguardei e aguardei. Não ouvi com todas claras palavras que havia sido perdoada, e também não ouvi com palavra nenhuma um pedido de perdão, mas, algumas vezes é necessário ler os sinais e algumas ações me foram suficientes para perceber que o pior havia passado. Que as feras estavam novamente enjauladas e a vida poderia continuar seu curso.

Mas, infelizmente para meu mais absoluto espanto e desaponto percebi que outras feras foram desenjauladas após aquele triste fato. Feras outras, que nem estavam no incidente, destas feras que minam os campos, que põe lenha na fogueira e ficam a observar o fogo queimar o que outros estão tentando salvar. Quando percebi isso, e demorei a perceber, quase soltei minha fera novamente, mas fui salva. Salva pela tristeza de uma filha, que com a dor estampada nos olhos me disse, ”Mãe, nós temos perdido tanto ultimamente, estou tão cansada, não quero e não posso perder mais ninguém, mesmo os que me desapontaram”.

E foi pela dor dela e pela dor da minha mãe, que ordenei que a besta não saísse e desta vez consegui. Acho, que ao olhar em volta e perceber o quanto a dor se espalha pude conter a minha fera em sua jaula e fortalecer minha moral.

Talvez meus filhos puderam se isentar do desejo bestial de por lenha na fogueira, por terem sido testemunhas do acontecido, o que aumenta minha vergonha, mas viram a fúria das duas feras buscando igualdade  de ataques e também, por que após o acontecido eu disse a eles, “Ninguém é mais ou menos culpado, erramos igualmente e espero sermos igualmente perdoadas por vocês e entre nós.

Mas, não passa um dia, sem que pense, por que não consegui ficar quieta, o que foi ali que despertou minha besta fera? Por que não fui capaz de perceber a dor do outro, o limite do outro, por que não consegui vislumbrar por atrás de tanta raiva o olhar maldoso da fera tentando sair?

Ah!!! Mansuetude! Se eu tivesse dado mais espaço a ela do que à fera, eu teria simplesmente aberto os braços e acolhido aquela pessoa amada que sofria e que muito provavelmente também não queria briga, queria apenas um abraço e ouvir o maior de todos os calmantes, ”calma, tudo vai dar certo. Eu reconheço sua dor, reconheço sua luta, você é merecedora de graças e as receberá a seu tempo”.

Infelizmente, como ser humano imperfeito que sou não pude fazer isso naquele momento, mas o faço agora. Abro meus braços, peço perdão novamente e abraço o ser amado.

Abro aqui humildemente meu coração desta maneira, pois acredito que isso possa nos ajudar a todos a refletir sobre nossa imperfeição humana e nossa necessidade de crescimento pessoal e moral. Vamos vigiar melhor nossas bestas interiores e dar mais força e atitude à nossa luz! Com um sincero desejo de paz, deixo aqui algumas frases que venho recolhendo aqui e acolá:

“A medida de um homem é sua capacidade de admitir quando está errado”. Abraham Lincoln

“Não há limite para o perdão, por que não há limites para o amor”. Dom Geraldo Lyrio

“Para que o mal triunfe, basta que os bons não façam nada”. Edmund Burk

“Perdoar os inimigos é pedir perdão para si mesmo, perdoar os amigos é uma prova de amizade, perdoar as ofensas é mostrar que se tornou melhor”. Chico Xavier

“Jesus, recomendou que perdoássemos não sete vezes, mas setenta vezes sete cada tipo de ofensa”.Chico Xavier

Post: Cristina Morais

Sex and the City 2

 

Estava na fila da pipoca, minhas duas filhas e eu, antes de  entrar no cinema e assistir Sex and the City 2 e na minha frente estavam três rapazes que olhavam em volta e quase que acusatoriamente falavam, “esses grupinhos de mulheres sozinhas, só podem estar vindo assistir Sex and the City” e o outro rapaz confiante por trás de seus 20 anos de sabedoria com as mulheres completava, “um bando de bobas, vindo assistir um filme que mostra quatro mulheres em crise viajando para o Oriente Médio”, e o terceiro de peito empinado finalizava, “primeiro fizeram um filme pra mostrar que uma delas ia casar, grande bobagem e agora fazem outro filme pra falar que este casamento está em crise…mais bobagem.”

Agora meninas, percebam quanta sabedoria encoberta pela ignorância da juventude existe nestas falas.

Mulheres sozinhas indo assistir Sex and the City, sim é um filme feminino, mas algumas mulheres estavam com seus companheiros, ou poderia dizer parceiros, cúmplices e pelo que pude observar muitos deles deram boas risadas, um casal sentado ao meu lado se divertiu durante todo o filme fazendo comentários do tipo, “Nossa, mulher é mesmo assim, como somos malucas” isso dito pela moça e os dois davam risada e pouco depois ele fala “gente, não é que homem faz isso mesmo, que bobagem, que coisa mais excessivamente masculina” e mais risadas dos dois. Quando acabou o filme, tenho certeza que aquele casal foi correndo pra casa… e não foi pra assistir televisão!!!!! Casal esperto e feliz!!

Mas a sabedoria dos três rapazes continua, percebam a complexidade da frase; “quatro mulheres em crise viajando para o Oriente Médio”, poderia fazer um post só sobre esta frase! Bom, vamos lá, destas quatro mulheres, uma (Charlotte Goldenblatt) está em crise com a maternidade, outra em crise no casamento (Carrie Preston) – , a mais , digamos, fogosa, está na menopausa (Samantha Jones), onde a palavra crise está implícita e a quarta (Miranda Hobbes) , que me parece neste filme a mais resolvida, está resolvendo a crise, saindo de um emprego e indo para outro onde sua voz é ouvida independente do gênero, assumindo que a maternidade é maravilhosa, mas, pelo menos para ela, não basta como realização pessoal e a crise dela é por esse equilíbrio em entre ser mãe, mulher, esposa, ser humano… Miranda, parabéns parece que você está no caminho certo. Cada coisa na sua hora, cada hora na sua coisa, uma coisa é uma coisa e a outra coisa é a outra coisa, isso sim, é filosofia… Ah! Pobres rapazes de 20 anos…e maravilhosos homens de 50… Ops! Isso é outra história!

Mas, continuando, estas mulheres estão no Oriente Médio, bom, mulheres e Oriente Médio, para quem lê jornal essa informação basta, né? Agora imaginem, Samantha Jones, no Oriente Médio é cadeia na certa ou será que ela é que está certa??

E a sabedoria dos rapazes segue em frente, “um filme sobre casamento e o outro sobre a crise no casamento”. Meninas, precisa explicar a importância dessas duas coisas? Casamento e casamento em crise? E aí a coisa fica ainda mais interessante, pois Carrie Bradshaw, a heroína de tantas mulheres, é a que está com a pior crise, pois, na verdade é a imaturidade dela, o medo de mergulhar no mundo adulto e assumir o passar do tempo que a faz entrar em crise, mais que com o casamento, a crise dela é com ela mesma.Mas, o estonteante Big vem a seu socorro, com sua maturidade, senso prático e aquele big charme!!!

Interessante perceber que a Carrie é quase tão imatura quanto esses três jovens rapazes da fila do cinema. Mas, o Oriente Médio, a diversidade das três amigas e o medo de perder o amor de sua vida, chacoalham de verdade essa mulher em busca de si mesma. E ela entra no filme buscando o passado e sai cheia de esperança no futuro. Ela ou eu? Whatever!   

Bom, só isso, só isso??? Que loucura, enfim, tudo isso já seria o bastante para se gostar do filme, mas ele tem mais, tem um cenário lindo e louco que é o Oriente Médio. Têm roupas e mais roupas, algumas lindas, algumas ridículas, tem moda e referências para todos os fashionistas do universo, tem estilo pessoal de uma forma tão explícita que nos enche de coragem de começar a usar aquelas coisas que desejamos muito e não usamos por medo de tantas bobagens….

ator Max Ryan

Max Ryan, simplismente maravilhoso!

E além de tudo isso, tem homens maravilhosos, homens de todas as idades, de todas as etnias e para todos os gostos. Eu particularmente me apaixonei pelo arquiteto dinamarquês, de cabelos grisalhos, corpo bronzeado, sorriso franco e aberto, adoro homem que sorri com está segurança… Bom, meninas, o filme é uma delícia e neste quesito com certeza é um filme feito para as mulheres.

E para terminar um pouco mais de “filosofia”. Lembram-se do “mirem-se no exemplo daquelas mulheres de Atenas…” do Chico Buarque ? Que mulheres de Atenas que nada! Mirem-se no exemplo de Samantha Jones, com seus hormônios e seus homens maravilhosos! Have Fun! Have Fun mulherada!!

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Post: Cristina Morais

Limites.

                          

                                           “Que o teu sim seja sim e o teu não, não”

                                                         Do Talmud

 Como mãe e psicoterapeuta me deparo muitas vezes com situações onde os limites são necessários, mas nem sempre é fácil saber até onde ir e quando, o “não” fica às vezes engasgado e muitas vezes não sai mesmo!

Parece tão difícil valer o sentido de uma palavra tão simples e pequena.

Porque nos esbarramos em tantas dificuldades para expressá-la?  Principalmente se é para os filhos?

O “não” é visto como impossibilidade, mas na realidade ele é fundamental para o equilíbrio emocional e a saúde mental em longo prazo.

educar tambem é dizer não

O “não” é um elemento importante na formação do “eu”.

Por isso é importante que nós pais exerçamos nossa paternidade, auxiliando nossos filhos a aceitar o “não” e a dizer não, pois ele não é negação, mas afirmação do nosso ponto de vista. E bem sabemos como é difícil fazer valer nossa opinião de maneira equilibrada.

feto, gestação

Desde a gestação, a relação entre pais e filhos se estabelece pela restrição, pelo limite do útero e da placenta, mas esses limites não impedem. Ao contrário possibilitam as trocas necessárias para a vida.

Colocar limites nos desejos e instintos é educar.

Desde o nascimento é preciso que o bebê sinta a necessidade, ter fome é um estímulo, que ele precisa perceber antes de ser saciado. Se nós pais satisfizermos todos os desejos de nossos filhos, superprotegendo-os, criaremos a expectativa de que sempre serão satisfeitos e irão pela vida esperando que suas vontades prevaleçam.

E sabemos que a realidade é outra. Então por que criarmos filhos que não estarão preparados para a vida? Pessoas emocionalmente empobrecidas e com poucos recursos para enfrentar problemas? Muitos de nós não suportamos frustrações, assim não agüentamos frustrar os filhos.

A criança que não aprende a ouvir um não e aceitá-lo, ao se deparar com obstáculos poderá sofrer abalos em sua auto-estima, pois não possuem repertório para lidar com essas situações.

Levantar quem pode se levantar sozinho é restringir sua auto-estima, é tirar a possibilidade da realização, é invadir o espaço do outro.

relacionamento mãe e filha

È importante que nós pais consigamos reconhecer as necessidades e desejos de nossos filhos e saber que a não realização dos mesmos é decorrência da vida, a maturidade emocional permite perceber que frustração nem sempre é sinônimo de infelicidade e que a satisfação dos desejos nem sempre é garantia de felicidade.

Sendo assim o nosso papel como pais é dar continuidade ao que a natureza iniciou, estabelecer limites, com bom senso e amor, contribuindo para a melhora do repertório emocional dos nossos filhos, favorecendo que possam enfrentar dificuldades como pessoas verdadeiramente felizes e socialmente comprometidas.

criança amada e feliz

Portanto vamos exercer nossa paternidade, vamos dizer “não!” quando necessário e sim sempre que possível.

Marisa Appolinario

Psicóloga Clínica e Analista Reichiana

Dias das mães!

 

Hoje enquanto decidia o presente para minha mãe, comecei a pensar sobre esse papel tão importante e tão falado: maternidade.

 Freud já dizia, “a culpa é da mãe”, e não é que acreditamos mesmo nisso, pois vivemos cheias de culpa e arrependimentos.

È verdade que temos grande responsabilidade, se não a maior, na formação e construção da vida de nossos filhos, que a segurança inicial vem do útero, que a criança aprende a reconhecer a face humana olhando o rosto da mãe (leia Spitz*), que estabelece suas relações futuras baseada na relação com a mãe, que tarefa difícil e maravilhosa.

maes

Mas você já pensou que o filho não vem com manual de instrução e quando nos tornamos mães não abandonamos toda a carga afetiva anterior, ou seja, todas as inseguranças, medos e incertezas, por isso erramos e erramos muito, mas como não errar se queremos tanto acertar, pois sabemos tudo o que está em jogo.

Por isso nesse nosso dia, deixe as culpas de lado, não pense no que poderia ter feito pense no que poderá fazer e nem mesmo assim vai acertar sempre.

Lembre do aleitamento carinhoso, do colo depois do rompimento do namoro, das risadas gostosas vendo aquele filme que nem te interessava muito, mas que foi muito legal assistir com eles, de ter deixado que eles experimentassem, de ter soltado a bicicleta mesmo querendo segurá-la mais tempo e de todas as outras experiências que são só suas.

Seja feliz, pois isso até Freud explica.

FELIZ DIA DAS MÂES

Marisa Appolinario

Psicóloga Clínica e Analista Reichiana

O primeiro ano de vida Rene Sptiz

*René Spitz, psicanalista austríaco, autor do livro, O Primeiro ano de Vida

Entre amigas!

 

  Chá de bebê do João!

 Foi num sábado à tarde, e acredite, não estava chovendo, coisa difícil atualmente, que a Lalita, uma amiga muitooo querida, filha de outra amiga queridíssima, fez o chá de bebê do João.

Bolo Chá de bebê

João! Seja Bem-Vindo!

Tudo estava lindo, ela estava radiante, maravilhosa, mostrando orgulhosa uma enorme barriga e aquele sorriso constante nos lábios e nos olhos. As mãos sempre acariciando a barriga, ou melhor, o filhote, a cria protegida, denunciava a ansiosa alegria de quem está para conhecer a carinha do ser mais amado.

enfeites para chá de bebê

detalhes charmosos que fazem a diferença

mesa decorada

Doces e cores suaves na mesa do João

Conheço bem essa sensação, passei por ela 3 vezes e todas foram magicamente únicas e inesquecíveis. Até hoje quando fico alguns dias sem ver um de meus filhos, quando o reencontro, abro aquele mesmo sorriso, acho que isso é coisa que só mãe entende.

O chá do João foi uma festa de amigas, festa da tribo feminina. A graçinha da Stela, filha amada de uma grande amiga, fazia caipirinhas e drinks.Minha linda filha, Marina, tirava fotos e se encantava com a beleza da Lalita.

E a #FláviaGatti, outra querida desta tribo, encantou a todos com suas lembrançinhas e enfeites de mesa. Ela que tem duas filhotas pequenas, lindas como ela, se uniu com outra companheira de tribo a #CamilaCaraffa e juntas montaram uma empresa que faz lembranças para diversas ocasiões, como; Chá de bebê; Chá de Panela; lingerie, nascimento; aniversário e casamento. A Mimo e Mais – ateliê de recordações.

Chá de bebê

Lembrançinha do João

detalhe de mesa decorada

A Lalita adora pinguins...então, eles estavam lá!

“Gostamos de conversar com nossos clientes para criarmos juntos lembranças que sejam bonitas e úteis”, comenta Flávia e acrescenta, “Cada festa é unica,  a Lalita, por exemplo,  como boa mãe coruja fez questão de fazer algumas das lembranças, mas todo o resto ficou por nossa conta.”

 O pedido mínimo da empresa #MimoeMais-atelie de recordações, é de 15 peças, mas em datas especiais como Natal, Dia do Professor ou Páscoa elas fazem algumas lembranças que não tem quantidade mínima.

As duas  sempre gostaram de atividades manuais, e resolveram unir as experiências e mostrar do que são capazes e elas estão fazendo sucesso com esses encantadores mimos. Para conhecer melhor o trabalho da dupla entre neste link do site elo 7: http://www.mimoemais.elo7.com.br/. Tenha certeza que vale o clique!

Post: Cristina Morais

Solte os remos…

 

O post sobre a Mansuetude recebeu muito comentários, todos deliciosos e cheios de esperança. Agradeço a todos por esses comentários, eles me motivaram ainda mais a continuar escrevendo sobre sentimentos, pessoas… amores!

Reproduzo aqui uma citação que veio junto com um desses comentários:

“Às vezes, quando o vento da renovação começa a uivar,não temos certeza de que as transformações serão para melhor.

A Providência Celestial tem um plano só para nós e as ventanias nos conduzirão aonde precisamos ir. Devemos retirar os remos da água e confiar na embarcação divina.”

#Hammed

Como espírita, acredito em cada palavra desta citação, mas sei como é difícil soltar os remos e ir aonde devemos ir. Dá um medo danado!!!

Veja bem, esta citação não nos incita a deixar a vida acontecer sem nossa participação, muito pelo contrário, ela nos incita apenas a aceitar o inevitável, a deixar acontecer o que precisa acontecer, e desta maneira, ser o autor corajoso de nossa história e principalmente a aceitar o novo, mesmo que este novo venha com a força e o medo que as tempestades nos provocam.

Aprendi com a dor da perda, que devemos aceitar os acontecimentos, mesmo ou principalmente quando nos foi imposto pelo outro ou pelas circunstancias da vida.

É exatamente neste momento que o maior crescimento pessoal pode acontecer e enfim, está acontecendo comigo. Demorei muito a soltar os remos, ainda procuro por eles muitas vezes, tento frear o inevitável, parar os acontecimentos, evitar a dor.

Essa coisa da dor tem muito a ver com o fato de ser mãe, ver o sofrimento dos filhos é pior que sentir o próprio e isso algumas vezes me desespera, mas sei que eles também precisam soltar os remos. Mas é isso, sou mãe, acima de tudo nesta vida eu sou mãe, também demorei muito para assumir isso, assim publicamente, como se esta escolha fosse alguma vergonha. É que me foi dito, sem palavras, por alguém muito importante para mim, que este foi meu grande erro, quase acreditei… Quase me envergonhei desta escolha!

Sou mulher, sou jornalista, sou blogueira, sou designer, sou produtora e em breve serei professora novamente. Ah!Sou estudante, começo minha pós em moda no mês que vem. Mas acima de tudo, sou mãe e foi sendo mãe que aprendi a soltar os remos e foi soltando os remos que virei blogueira,designer,e tive coragem de voltar a escrever e a estudar…Sim,o novo pode trazer coisas maravilhosas, pode vir com muita dor,mas também nos dá muita coragem. O novo pode até trazer o velho remodelado, reconstruir o destruído e desnudar o escondido, acho que foi assim que voltei a ser jornalista, desnudando o medo de escrever, de ser julgada.

 Tem uma música dos #Paralamas do Sucesso, escrita por #Herbert Viana, que diz, Para que a dor possa sempre mostrar algo de bom. Hoje eu sei que a dor tem esta obrigação, a de trazer algo de bom. E esse bom, normalmente é a maturidade e a mansuetude….

um amor, um lugar – Herbert Viana  (link para youtube)

Desde pequenos meus filhos me escutam dizendo “Para Deus, não importa o que acontece com você, importa, o que você faz com o que acontece com você.” E é isso que vai fazer você ser digno de concretizar seus sonhos, realizar seus desejos e anseios mais íntimos. Não tenha medo de sonhar e desejar, tudo pode acontecer!

Portanto, solte os remos, deixe o vento te levar aonde precisa ir, deixe o novo mostrar sua cara, deixe a dor cumprir sua obrigação e confie. Tudo vai acabar bem… Isso é bem coisa de mãe,né? Mas, confie na palavra desta sobrevivente que precisou perder os remos para soltá-los, ficou a deriva e hoje segue digna enfrentando o novo, amando o velho, curtindo o hoje e cheia de esperança no amanhã!

Cynthia,minha amiga, este é pra você.E é também para meus filhos -a maior novidade da minha vida!

Post: Cristina Morais

Ah!Como é doce a mansuetude…

Criei este espaço para compartilhar experiências e trocar Bons Conselhos…não, eu não acredito neste papo egoísta que se conselho fosse bom ninguém dava de graça.
O Bom Conselho é um presente, e presente a gente ganha e não compra.
Aprendi isso após passar por uma situação traumática e descobrir que um bom conselheiro pode salvar uma vida, acabar com uma guerra ou ainda fazer você dormir e esperar o sol nascer…

Hoje, umas das minhas prioridades na vida é conseguir a graça de ser aquela do Bom Conselho!!!

O conselho de hoje começa com uma história…

Alguns anos atrás perdi uma das coisas mais importantes da minha vida, foi um horror, uma sensação de morte, passei meses chorando,o mundo todo conheceu minha dor, ouvi todo tipo de conselho que se possa imaginar, mas, a dor não passava.
Pedia e pedia a Deus que aquela dor passasse, e a dor estava lá todos os dias… Junto com o sol, e com a lua, e a chuva, e a tarde….
Busquei ajuda em muitos lugares, com muitas pessoas e mais conselhos…
Alguns conselhos me deixavam temporareamente mais tranquila, outros me irritavam muito, outros me faziam rir e outros ainda iniciavam mais uma crise de choro.
Como só encontrava paz na Casa de Jesus – casa espirita que eu frequento, começei a ir lá todos os dias, como se fosse meu grupo de AA, afinal precisava me livrar daquela dor, que já era quase um vício.
Foi aí que tudo começou a mudar…todos os dias de uma forma ou de outra eu ouvia alguém falando de amor, do amor que transborda, do amor que constrói e foi neste processo que descobri a palavra MANSUETUDE.
Mansuetude vem de manso, mansidão, brandura, afabilidade, meiguice. Demorei um pouco pra entender a força e a abrangência da palavra, ou melhor dessa ação.
AH! se eu tivesse sido mais mansa, mais branda…Se eu tivesse descoberto a mansuetude anos atrás, se alguém me tivesse dado este Bom Conselho quando ainda era jovem…talvez eu tivesse chorado menos…e abraçado mais, e me calado mais, e esperado mais a mansidão do tempo que acalma nossa alma e acorda nosso anjo interior.
Mas, olho no futuro!!!
O Bom Conselho da semama é: Descubra a doçura da MANSUETUDE.

Este post é uma homenagem a minha filha Julieta que com sua mansuetude e carinho vem me ajudando a cada dia a nunca perder a esperança! Obrigada, Ju!

Post: Cristina Morais